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TCU volta a criticar falta de gestão de TI no Governo

O Tribunal de Contas da União voltou a criticar a falta de gestão em Tecnologia da Informação do Governo Federal.

Ana Paula Lobo

O Tribunal de Contas da União voltou a criticar a falta de gestão em Tecnologia da Informação do Governo Federal. Para o TCU, boa parte das irregularidades encontradas nas contas do Governo está ligada ao fato de a área de Tecnologia da Informação,considerada crítica, continuar sendo um 'gargalo' no dia-a-dia do Poder Executivo.

O TCU relembra ainda que a gestão de sistemas críticos do governo está nas mãos de funcionários terceirizados, postura já bastante criticada pelo Tribunal. O Sistema que teria a função de fiscalizar os gastos públicos, SICONV, segundo o TCU, ainda não saiu do papel.

Os problemas da área de TI voltaram à tona em entrevista concedida ao jornal O Globo, desta segunda-feira, 15/06, pelo presidente do Tribunal de Contas da União, Ministro Ubiratan Aguiar. Ele diz que 'falta planejamento dos órgãos do governo, que não têm estrutura para monitorar a aplicação correta do dinheiro que liberam".

E boa parte dessa situação acontece, reitera Aguiar na reportagem, porque a fiscalização que deveria ser informatizada, não o é - em função de atraso na implantação do Siconv, sistema que promete não apenas listar os convênios como também detalhar a movimentação das contas bancárias que recebem esses recursos.

Só que, segundo o TCU, até o momento, o sistema, que tinha de entrar em funcionamento em setembro de 2008, ainda está mais no papel, do que funcionando na prática. Para o Tribunal, mais do que questões internas, 'há resistência política e até a franca burla de alguns ministérios em adotar uma ação de transparência no controle dos seus gastos".

Depois de treinar 4.186 servidores federais, municipais e estaduais, em 2008, e 571 este ano, disponibilizar uma linha direta aos prefeitos com dúvidas e firmar parceria com o Instituto Brasileiro de Administração Municipal, o governo diz que as maiores dificuldades com o sistema já foram superadas, mas como é um modelo 'complexo', a sua implantação demora de três a cinco anos.
 


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